Filosofia da Caixa Preta - 7,8,9
Duas ideias me chamaram mais atenção nesse capítulo: a primeira em “Recepção Fotográfica” onde Flusser trata a fotografia como um progresso, um fluxo constante em que necessitamos sempre fotografias mais recentes, novas informações culturais e de descarte. Isso se aplica muito à realidade dos dias atuais, onde temos uma grande quantidade de redes sociais e uma grande quantidade de informações que elas nos oferecem e cada vez mais necessitamos de informações novas, seja fotos, vídeos do Instagram ou notícias.
Dentro dessa discussão ele puxa um outro ponto muito interessante que é a robotização das pessoas assim como a robotização do fotógrafo onde o aparelho fotográfico funciona como ferramenta em que o humano usa para abandonar a estrutura linear, dos textos, para assumir a estrutura dos aparelhos. Isso entra em concordância ao texto “Animação Cultural” de Flusser onde cada vez mais nos comportamos como ferramentas dos objetos.
“hipótese aqui defendida é esta: a invenção do aparelho fotográfico é o ponto a partir do qual a existência humana vai abandonando a
estrutura do deslizamento linear, próprio dos textos, para assumir a estrutura de saltear
quântico, próprio dos aparelhos. O aparelho fotográfico, enquanto protótipo, é o patriarca
de todos os aparelhos. Portanto, o aparelho fotográfico é a fonte da robotização da vida
em todos os seus aspectos, desde os gestos exteriorizados ao mais íntimo dos
pensamentos, desejos e sentimentos.”
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