Prova de Hertzberger

JULIA ALICE LEÃO 
Articulação entre o público e o privado

Na discussão que o livro trás sobre público e privado ele enfatiza que estes se diferem ao acesso a responsabilidade a relação entre propriedade privada e a supervisão de unidades espaciais específicas. 

Relacionando com a Faculdade de Arquitetura da UFMG, para chegar à sala 301 – onde nós alunos do primeiro semestre temos a matéria História da Arte Medieval no terceiro andar do prédio – exige que você passe na entrada da faculdade, se identifique e tenha permissão de acesso à sala 301 especificamente, (seja como professor ou aluno ou outro perfil social). Cada vez mais adentro a faculdade, o grau privado do espaço se faz maior. A sala 301 varia seu grau de acessibilidade: nos momentos de aula e em solicitações de uso da sala ela se faz acessível a professores, alunos, visitantes que a reservaram, porém, sem esse tipo de autorização – ou em momentos que a escola está fechada – a circulação se torna mais restrita. 

Ao mesmo tempo, funcionários da limpeza a utilizam para executar seu trabalho em um horário definido, que lhes dão acesso à sala de aula. Diretores e servidores em algumas posições podem ter o acesso imediato à sala em emergências ou situações específicas. 
Este grau de privacidade da sala 301 se faz pelas estrutura da faculdade: sua distância entre o hall de entrada da faculdade, a falta de uma passagem direta a sala, a falta de visibilidade da parte interna da sala pelos corredores, janelas altas, paredes grossas traz grau de distanciamento e restrição ao ambiente externo.

Demarcações Territoriais

Existem lugares mais ou menos privados, uma variação entre o extremo privado e o extremo público como dito anteriormente depende de quem utiliza toma conta e tem responsabilidade sobre ele. Forma de dividir e projetar o espaço de forma que separe as esferas privada e pública e pública e pública ou privado e privado. 

O grau de acesso aos espaços e lugares fornece padrões para o projeto. A escolha de motivos arquitetônicos, sua articulação, forma e material são determinados, em parte, pelo grau de acesso exigido por um espaço. Por exemplo, a divisão entre a praça um espaço para público e a faculdade de arquitetura no hall é marcada por um por uma portaria, que tem um funcionário segurança onde marca que o público geral está indo a um lugar mais institucionalizado, com regras e restrições, porém ainda um local de certa forma acessível. Podemos ver a marcação territorial das janelas de vidro do hall da faculdade que demarcam uma mudança de ambiente da praça pública da escola à faculdade: o vidro é transparente então embora haja uma divisão espacial, tem uma transição “visível” já que tanto dentro da faculdade quanto fora é um espaço de visibilidade. Assim, o Hall funciona como espaço de visualização e visitação do público a suas exposiçõs no trazendo o conceito de um espaço acessível, porém uma instituição com suas políticas de uso e permanência no espaço.



Forma convidativa

Como forma convidativa, podemos relacionar ao corredor da sala 301, espaço de passagem entre a escada e duas salas, torna o espaço receptivo às situações, pois diversos alunos sentam sobre o chão os degraus permanecendo ali por um certo período seja para conversar descansar ou estudar assim o espaço não apenas servir como passagem, mas também como local para sentar, descansar ou observar, convidando as pessoas a utilizarem o espaço de maneira espontânea.


Irregularidades
Segundo o livro, diferenças de nível são coisas que investimos para reduzi-la, porém deveríamos explorar como elas funcionam como fórmulas de articulação que apresentam uma ampla de funcionalidades. Exemplo: parapeito, pilares, cavaletes.
 Um caso mencionado que se aplica com a Faculdade de Arquitetura é as escadas que funcionam como mais do que apenas circulação, como por exemplo a grande escada do Hall de entrada da escola. Os degraus largos e irregulares servem de espaço como local de encontros de alunos que permanecem ali sentados e dialogam em reuniões de estudantes e debates.

Urdidura e trama;
Urdidura e trama são elementos dependentes um do outro. Urdira diz respeito à estrutura básica de sustentação de um projeto arquitetônico, como o "esqueleto" que organiza os espaços. A trama se refere aos elementos complementares que interagem com a urdidura para formar o conjunto. Partes flexíveis ou variáveis que se adaptam às necessidades e usabilidades de um espaço aos usuários. 
Relacionando com a faculdade, o edifício tem pilares e vigas que organizam os espaços, que proporcionam a base para a organização das salas, corredores e áreas de convivência, através dos limites espaciais e uma identidade estrutural sólida, servindo como a base e urdidura arquitetônica. Sobre a trama podemos citar os bancos à esquerda dos elevadores no primeiro andar da faculdade, que incentivam o uso do espaço para descanso e interação.

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